Profissão Esteticista - Ética na Estética

"Respeito ao Cliente e Sucesso para o Profissional "
Conduta
“A boa conduta ética faz do esteticista um profissional diferenciado e valorizado por clientes e colegas”. Embora os esteticistas ainda aguardem pela regulamentação da profissão, conforme processo em trâmite no Congresso Nacional, já são praticadas normas técnicas e regras de conduta que norteiam as atividades dos profissionais de estética.
Instituições de ensino, entidades relacionadas à classe e os próprios esteticistas atuantes no mercado, buscam estabelecer critérios e padrões para o exercício pleno desta profissão cada vez mais valorizada e que requer constante aprimoramento técnico e científico, a fim de acompanhar o ininterrupto crescimento da indústria cosmética mundial. Além de todo o embasamento científico adquirido em cursos de níveis técnico e superior, um dos grandes pilares de sustentação do trabalho do esteticista é o exercício da ética profissional: um conjunto de normas de conduta que devem ser aplicadas em qualquer atividade, fazendo com que o profissional respeite seu semelhante, valorizando a dignidade humana e a construção do bem-estar no contexto sócio-cultural da comunidade onde atua. A ética profissional está presente em todas as profissões e abrange questões morais, normativas e jurídicas, a partir de estatutos e códigos específicos. Devemos lembrar, que o comportamento ético não se restringe apenas aos assuntos profissionais. Em nossa vida pessoal e social, estamos sempre buscando nos comportar de maneira ética e moral. Além disso, em toda ação humana o “fazer” e o “agir” estão diretamente interligados, ou seja, o primeiro, diz respeito à competência e eficiência pertinente ao profissional. O segundo refere-se à sua conduta e ao conjunto de atitudes que o mesmo deve assumir no desempenho de sua atividade, contribuindo de maneira positiva (ou negativa) para a construção de sua imagem no mercado.
Comportamento Ético
De acordo com o CIDESCO (Comitê Internacional de Estética e Cosmetologia), o esteticista ou profissional da beleza, tem como função atender e cuidar de seus clientes, embasado em sólida formação técnica, com domínio total de todos os setores que compõem a estética e a cosmetologia. É seu papel prestar serviços de alta qualidade ao público, com os objetivos de melhorar e manter a aparência externa e as funções naturais da pele, influenciando-os ao relaxamento e ao bem-estar físico do corpo e da mente. Deve, ainda, estar qualificado para exercer sua capacidade em âmbito internacional, mantendo conduta ética e moral irrepreensível.
Vale lembrar que, além de aplicada aos clientes, a conduta ética deve-se estender aos colegas de profissão, aos parceiros, fornecedores e aos profissionais de outras áreas, que podem contribuir de maneira significativa para o sucesso do esteticista.
E se à primeira vista o código de ética pode parecer um manual de regras rígidas, sua implementação certamente vai facilitar o relacionamento com clientes e parceiros e pode, ainda, tornar se um grande diferencial do trabalho oferecido pelo esteticista.
Sua Imagem
Mas, por onde começar? Em primeiro lugar, pense nas situações que acontecem em seu dia-a-dia, ponderando o que você considera certo e errado. Leve as coisas positivas para dentro de seu local de trabalho e considere as negativas como exemplos a nunca serem seguidos. Lembre do que comentamos anteriormente: o fazer e o agir estão sempre interligados, sendo que suas conseqüências certamente também caminharão juntas.
Como em todas as áreas profissionais, os esteticistas também possuem um código de ética a ser seguido, garantindo segurança e qualidade tanto para clientes, como para a própria classe. Confira, a seguir, algumas das atribuições e proibições pertinentes ao exercício da profissão de esteticista:
1) O esteticista presta assistência de estética ao cliente, em situações que requerem medidas de higienização, hidratação ou revitalização da pele, em nível de camada córnea, estando apto a colaborar em outras áreas profissionais correlatas à estética, quando solicitado por profissional responsável;
2) O profissional deve zelar pela provisão e manutenção adequada de seu local de trabalho (cabine, sala, gabinete, etc), aplicando princípios de higiene, saúde e biossegurança;
3) Cabe ao esteticista programar e coordenar todas as atividades e tratamentos de eletroestética, que visem o bem-estar e o perfeito atendimento ao cliente;
4) O esteticista deve avaliar o tratamento estético adequado e necessário a cada cliente, de maneira particular e personalizada, responsabilizando-se pela aplicação do mesmo, d entro de parâmetros de absoluta segurança;
5) É dever do profissional respeitar o direito ao pudor e à intimidade do cliente;
6) Respeitar o direito do cliente em decidir sobre a conveniência ou não da realização e manutenção do tratamento estético indicado pelo esteticista;
7) Assumir seu papel na determinação dos padrões desejáveis do ensino e do exercício das várias áreas da estética;
8) Manter sigilo sobre fatos dos quais tome conhecimento em razão de sua atividade profissional e exigir o mesmo comportamento da equipe que está sob sua supervisão;
9) Zelar pelo prestígio das entidades relacionadas à estética (associações, federações, sindicatos), levando ao conhecimento das mesmas qualquer ato atentatório contra seus dispositivos;
10) Tratar colegas e profissionais com respeito e cortesia;
11) Conhecer e respeitar as atribuições pertinentes à sua atividade, não invadindo áreas de responsabilidade de outros profissionais. Além de antiético, romper os limites cabíveis ao esteticista, pode comprometer a segurança e a saúde do cliente;
12) Indenizar prontamente, eventuais prejuízos causados por negligência, erro inescusável ou dolo, na aplicação de tratamento de sua responsabilidade;
13) É proibido ao esteticista abandonar seu cliente em meio ao tratamento, sem garantias de continuidade de assistência, salvo por força maior;
14) Agir com negligência, imperícia ou imprudência, aplicando tratamentos inadequados ao cliente, colocando em risco a saúde de seu cliente;
15) Prescrever medicamentos ou praticar atos exclusivos da classe médica;
16) Tornar-se cúmplice de pessoas que exerçam ilegalmente atividades na área estética;
17) Praticar ou divulgar técnicas para as quais não esteja habilitado ou que não possuam comprovação científica;
18) Exibir, a título de exemplificação ou sob qualquer outro pretexto, fotos, slides, imagens, filmes ou o próprio cliente em eventos públicos
(conferências, palestras, seminários, etc), sem prévia e expressa autorização do mesmo;

Marketing de serviços e conduta ética: trilhas para o sucesso
Assim como em outras profissões que têm como atividade principal a prestação de serviços, o esteticista vai conquistar o mercado com seu próprio trabalho, com sua própria imagem. Ao contrário dos produtos, que encantam consumidores por meio de apelos sensitivos, os serviços profissionais conquistam e fidelizam clientes com ações relacionadas à qualificação técnica do profissional, ao atendimento oferecido e à credibilidade transmitida por ele. Neste momento, o posicionamento personalizado acaba se relacionando diretamente com a conduta ética e mais uma vez, o fazer e o agir mostram-se interligados.
É importante ressaltar que o consumidor está mais exigente, conhecendo cada vez melhor os produtos e os serviços oferecidos pelo mercado e, acima de tudo, sempre buscando valorizar seu tempo e seu dinheiro, optando por serviços de qualidade, com preços competitivos.
Desta forma, a receita de sucesso para os profissionais de estética conta com ingredientes tradicionais (conhecimento técnico, local de trabalho adequado, bons produtos) e com alguns toques especiais no relacionamento com seu cliente.
Preocupados com a excelência dos serviços estéticos e procurando otimizar resultados, relacionamos algumas questões relevantes que podem contribuir para o crescimento profissional do esteticista, por meio da satisfação das necessidades de seus clientes e pelo reconhecimento do trabalho que oferecem ao mercado. Confira:
> Avaliação completa do cliente é fundamental para o sucesso de qualquer tratamento. O preenchimento correto e completo da ficha de anamnese vai auxiliar o esteticista a elaborar o tratamento adequado para seu cliente, respeitando suas condições de saúde e registrando cada etapa do tratamento. Nas páginas seguintes, veja modelo de uma completa ficha de anamnese (confeccionada pela primeira turma do curso de Técnico em Estética do IMEC/Martinus).
> Seja flexível na conduta dos tratamentos. Caso perceba que o programa previamente elaborado não está alcançando os objetivos principais, reavalie sua cliente e faça as adaptações necessárias.
> Considere os resultados obtidos em seu programa de acordo com o tempo e a relação custo/benefício do tratamento.
>Tenha espírito crítico sobre tudo o que lê em revistas e periódicos especializados. A eficácia dos produtos depende de seus ativos e da quantidade dessas substâncias utilizadas. Mantenha-se informado sobre os principais ativos existentes no mercado e conheça sua ação. Além disso, procure saber qual a dosagem de ativos utilizada em cada produto.
> Seja criativo! Personalize seus programas de tratamento. Evite as fórmulas prontas, que não permitem inovações.
> Comunique-se com sua cliente. Esclareça sobre as possíveis reações e/ou efeitos de produtos, aparelhos ou qualquer outro procedimento a ser usado. Jamais prometa resultados impossíveis.
> Ouça com atenção as necessidades de sua cliente. Saiba o que ela deseja e sempre forneça explicações fundamentadas em conhecimento técnico e científico.
> Cuide-se!!! Você vende beleza e é o espelho de seu tratamento.
> Mantenha-se em constante atualização. O conhecimento é evolutivo e a indústria cosmética está em permanente desenvolvimento. Novidades surgem no mercado diariamente e, com certeza, suas clientes querem ter acesso ao que há de mais novo e melhor no mercado.
> Saiba negociar. Desde o início do tratamento, estabeleça prazos e periodicidade para a realização de tratamentos e exija comprometimento do cliente. Assim como os produtos e materiais que você utiliza, sua hora de trabalho também tem custo e deve ser respeitada pelos clientes, que devem se comprometer em cumprir horários previamente agendados.
> Conscientize seus clientes sobre a importância da manutenção diária, como uso de filtro solar, hidratação da pele do corpo e do rosto e outros procedimentos recomendados para potencializar os resultados de qualquer tratamento.
> Crie rede de parceiros, trabalhe em equipes multidisciplinares que contam com a participação de cirurgiões plásticos, dermatologistas, nutricionistas e outros profissionais que podem agregar valor ao seu trabalho e indicar novos clientes para sua carteira.
Conclusão
Como pudemos observar, não existem grandes segredos e não são necessários esforços dispendiosos para seguirmos a conduta ética. Além disso, a lei da ação e reação também interfere em nossa convivência social e profissional.
Precisamos aproveitar de maneira positiva o constante crescimento da indústria da beleza. Para sermos bem sucedidos profissionalmente e financeiramente, não devemos nos ater apenas às imagens e aos conceitos exibidos pela mídia. Devemos lembrar que trabalhamos diretamente com pessoas, que possuem seus valores, desejos, necessidades e que, sobretudo, merecem respeito e competência. Agindo desta forma, nós, esteticistas, certamente teremos nossa profissão reconhecida pelo grande público e por outros profissionais atuantes nas áreas de saúde, estética e beleza.
Sucesso para todos!!! Isabel Luiza Piatti
Fonte: Revista Personalité – ed. nº46 – pág. 52/55 - 2006.
Autora: Isabel Luiza Piatti - Professora de Estética (IMEC/Martinus - Curitiba/PR)

3 comentários:

vanessa disse...

isso é tudo que um esteticista precisa saber, são realidades que tem que ser cumpridas. pra um sucesso futuro... vanessa

Anônimo disse...

A presidente Dilma Roussef anunciou a regulamentação da profissão de esteticista através da Lei 12592 de 18 de janeiro de 2012.

Anônimo disse...

Com dedicação,perseverança e amor pela profissão. Agora a próxima conquista é o conselho de estética.

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